DO CÂMBIO
Para a equipe econômica do governo Dilma, o dólar deve permanecer flutuando aqui no Brasil pela banda de R$ 1,60 a R$ 1,70, pelo menos até o final do ano que vem! Sem mistério.
Ao praticamente decretar para o câmbio R$ 1,60 como piso e R$ 1,70 como teto, o Banco Central passa o recado de que vai ter de continuar operando seu custoso esquema de lipoaspiração da moeda americana, através das compras diárias de dólares no mercado à vista e também no mercado a termo. Nesta semana de mau humor internacional, fechou a R$ 1,63.
A oferta de dólares vai continuar maior que a procura. E só as compras do BC têm evitado que a moeda americana despenque entre nós, até julho, para algo em torno de R$ 1,40. Ou menos.
Essa é uma confissão de fracasso do governo, não no controle do câmbio, mas no controle dos gastos.
Para resgatar o dólar furado é preciso rebaixar os juros. E para rebaixar os juros é preciso enxugar os gastos do próprio governo, gastos em expansão também no governo Dilma.
Sem choque na base fiscal, não haverá nenhuma saída para o desajuste na ponta cambial.
É simples assim.
(13/05/2011)
Para a equipe econômica do governo Dilma, o dólar deve permanecer flutuando aqui no Brasil pela banda de R$ 1,60 a R$ 1,70, pelo menos até o final do ano que vem! Sem mistério.
Ao praticamente decretar para o câmbio R$ 1,60 como piso e R$ 1,70 como teto, o Banco Central passa o recado de que vai ter de continuar operando seu custoso esquema de lipoaspiração da moeda americana, através das compras diárias de dólares no mercado à vista e também no mercado a termo. Nesta semana de mau humor internacional, fechou a R$ 1,63.
A oferta de dólares vai continuar maior que a procura. E só as compras do BC têm evitado que a moeda americana despenque entre nós, até julho, para algo em torno de R$ 1,40. Ou menos.
Essa é uma confissão de fracasso do governo, não no controle do câmbio, mas no controle dos gastos.
Para resgatar o dólar furado é preciso rebaixar os juros. E para rebaixar os juros é preciso enxugar os gastos do próprio governo, gastos em expansão também no governo Dilma.
Sem choque na base fiscal, não haverá nenhuma saída para o desajuste na ponta cambial.
É simples assim.
(13/05/2011)
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