Obama autorizou do Brasil ataques à Líbia

19.3.11

Do R7

O presidente americano, Barack Obama, adicionou em declaração extra à sua passagem por Brasília, neste sábado (19), que os Estados Unidos começaram a bombardear tropas do ditador Muammar Gaddafi na Líbia.

Em conversa exclusiva com jornalistas americanos, que acompanham as viagens oficiais do presidente, ele afirmou que a operação começou “agora” e tem como objetivo proteger os civis do país norte-africano.

- Os EUA agem junto com coalizão e comprometido em reforçar proteção aos civis determinada pelas Nações Unidas.

Obama disse que a comunidade ofereceu a “oportunidade” de cessar-fogo a Gaddafi e, apesar das palavras do governo de que terminaria os ataques a opositores, o ditador “ignorou oportunidade”.

- Gaddafi disse que não haveria perdão aos rebeldes e comunidade internacional teve que agir. Estou ciente do risco dessa ação militar. Não era uma opção que tomaria de forma leviana.

O presidente reafirmou que os EUA não pretendem enviar tropas para ataques terrestres. Nesta sexta-feira (18), em discurso de Washington, Obama deu um ultimato a Gaddafi e disse que teria que arcar com as consequências caso não respeitasse as condições determinadas pela ONU: de cessar-fogo e permissão de entrada de ajuda humanitária na Líbia.

O bombardeio ocorre horas depois de aviões franceses terem aberto fogo contra tanques de guerra e tropas no país africano.

Segundo a rede CNN, citando uma fonte oficial americana, os primeiros mísseis americanos alvejaram as defesas aéreas de Gaddafi nos arredores da capital Trípoli.

Em uma segunda fase, informou a rede americana, tropas leais ao ditador também podem ser bombardeadas.

O objetivo do ataque é evitar que Gaddafi avance sobre cidades controladas por rebeldes, principalmente Benghazi, que está sob cerco.

Cameron diz que ataques são corretos e "legal”

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que as forças britânicas também estão em ação e classificou a ação de “correta e legal”.

Já a TV Líbia disse que o “ataque dos cruzados atingiu alvos civis em Trípoli”.

O presidente dos EUA, Barack Obama, adicionou uma declaração extra sobre a Líbia à sua passagem por Brasília, neste sábado. Obama disse que não pretende enviar tropas ao país africano e disse estar protegendo a população líbia e os interesses dos EUA e da comunidade internacional.

Ele conversou exclusivamente com jornalistas americanos, que acompanham as viagens oficiais do presidente, sobre a situação na Líbia, que se agravou nas últimas horas.

França começou os ataques

Aviões franceses abriram fogo neste sábado contra tropas do ditador líbio Muammar Gaddafi. Segundo o Ministério da Defesa francês, a missão pretende garantir a exclusão do espaço aéreo e evitar ataques de militantes pró-Gaddafi contra a população civil.

Ainda de acordo com o ministério, a intenção também é garantir a exclusão do espaço aéreo. Em entrevista coletiva, o coronel do Estado-Maior do Exército, Thierry Burkhard, caças franceses atiraram contra um veículo militar líbio.

Segundo o presidente Nicolas Sarkozy, os países reunidos na Cúpula de Paris entraram em acordo para a aplicação da resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a Líbia. Na última quinta-feira (17), o Conselho de Segurança aprovou ações contra o regime do ditador líbio, que incluem uma zona de exclusão aérea e ataques contra alvos militares. O envio de tropas de solo está descartado.

Após a resolução da ONU, Gadaffi anunciou um cessar-fogo. No entanto, cidades que estavam nas mãos de opositores foram atacadas durante o dia.

A agência de notícias France Presse informou que a cidade de Benghazi sofreu pelo menos dois bombardeios por parte de Gaddafi neste sábado.


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