Conselho da ONU dividido sobre criação de zona de exclusão aérea na Líbia

14.3.11

Conselho da ONU dividido sobre criação de zona de exclusão aérea na Líbia

(AFP) – Há 3 horas
NOVA YORK — O Conselho de Segurança da ONU discutiu e não chegou a um acordo nesta segunda-feira sobre os pedidos árabes de fixar uma zona de exclusão aérea na Líbia, com a Rússia insistindo que ainda existem "questões fundamentais" a resolver sobre este tema.
Enviados europeus e árabes afirmaram que é necessário uma urgente ação da ONU contra a ofensiva do líder líbio às forças rebeldes. Muamar Kadhafi recupera terreno a cada dia.
No entanto, devido às diferenças entre os países membros, o Conselho de Segurança vai precisar de vários dias para chegar a um acordo sobre as medidas, disseram diplomatas.
O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, considerou que ainda existem "assuntos fundamentais" a resolver antes de decidir sobre uma zona de exclusão aérea na Líbia.
"Há assuntos fundamentais a serem solucionados", disse Churkin à imprensa na sede da ONU em Nova York.
"Não é apenas o devemos fazer, mas sim como devemos fazê-lo", observou.
Se impusermos uma zona de exclusão aérea, acrescentou, é preciso determinar "quem" vai impor e "como" isso vai acontecer.
"Se não tivermos uma resposta para estas perguntas, é muito difícil tomar uma decisão responsável", concluiu.
A cidade de Ajdabiya, situada na rota a Benghazi, "capital" dos rebeldes, prepara-se para sofrer um ataque das forças de Muamar Kadhafi, que seguem avançando, enquanto o ocidente tenta chegar a um acordo para encontrar uma solução, nesse 28º dia de conflitos sangrentos.
Benghazi, segunda maior cidade do país, pode se ver ameaçada muito em breve pelas tropas de Kadhafi que nos últimos dias vêm retomando o controle de povoados que antes estavam nas mãos dos rebeldes, em particular Brega (a cerca de 80 km ao oeste de Ajdabiya).

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