O governo dos Estados Unidos disse nesta segunda-feira (28) que o exílio é uma opção para o líder líbio Muammar Gaddafi caso ele deixe o poder, afirmou o porta-voz da Casa Branca Jay Carney.
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Em uma rápida coletiva de imprensa, Carney se negou a especular sobre a possibilidade de que EUA ajudariam neste suposto exílio.
- O exílio seria uma possibilidade para produzir as mudanças.
Já a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu em Genebra que sejam preparadas medidas complementares para acabar com a violência na Líbia, provocada pela repressão do regime aos manifestantes.
- Devemos trabalhar juntos na adoção de medidas suplementares para que o governo Gaddafi preste contas, para proporcionar ajuda humanitária e para apoiar o povo líbio em sua busca por uma transição para a democracia.
Hillary diz que apoio dos EUA à rebelião é estratégico
Na reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Hillary afirmou que apoiar as transições árabes para governos democráticos é um "imperativo estratégico".
- Nossos valores e nossos interesses convergem porque apoiar estas transições não é apenas um ideal, é um imperativo estratégico.
Sobre os governos formados pela oposição, chamados de Coalizão Revolucionária do 17 de Fevereiro, Carney disse que os EUA buscam um contato, embora ainda seja prematuro evocar um reconhecimento de alguns desses grupos por parte de Washington.
As forças da oposição anunciaram neste domingo (27) a intenção de criar um Conselho Nacional com representantes de todas as zonas liberadas do poder de Gaddafi, além da capital Trípoli.
Sua sede será em Benghazi, segundo maior cidade da Líbia, até a ocupação de Trípoli.


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